O relato de Cindia Panciera e a importância do compartilhamento de experiências com o Implante Coclear

Iniciando 2017, a primeira participação do ano na Coluna ADAP é da implantada Cindia Tomasi Panciera, natural de Nova Veneza/SC. Cindia conheceu o Implante Coclear ao conversar com outros usuários do aparelho, e assim recebeu a oportunidade de voltar ao mundo sonoro. Mas, antes disso, ela também conta que a técnica da leitura labial foi um fator fundamental para possibilitar a sua comunicação no silêncio. Acompanhe a seguir a história da Cindia.

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 “Olá a todos! Me chamo Cindia Tomasi Panciera e tenho 27 anos. Minha história começou aos sete anos de idade, quando peguei caxumba. Não me lembro de muito desta fase, mas minha mãe conta que eu não atendia aos chamados dela. Depois de várias corridas ao médico tentando descobrir o que havia acontecido, recebi a noticia de que estava surda dos dois ouvidos, e que não havia jeitos de reparar isso.

 Então, começou a batalha atrás de fonoaudiólogas para fazer exames, já que, na época, aqui onde moro não tinha tais recursos, aí tive que ir para Curitiba, onde fiz os exames para começar a usar AASI. Comecei também a frequentar a fonoaudióloga e aprendi a técnica da leitura labial, que foi um dos melhores recursos que tive para me comunicar, já que o AASI não fazia muito efeito no meu caso. A partir desse momento, segui com a vida. Sempre fui muito dedicada e responsável. Terminei os estudos, comecei a trabalhar e meus pais sempre me ajudaram muito, sempre estiveram do meu lado quando precisei.

Em 2007, fiz uma viagem para Beto Carreiro World, onde conheci o Implante Coclear. Já sabia da existência desse aparelho, mas nunca tinha visto pessoalmente, até que encontrei no local uma menina que usava. Conversamos um pouco, ela me falou que o IC estava fazendo muito bem para ela. Então, me motivei a pesquisar mais sobre ele na internet. No início, não sabia por onde começar, mas depois de muita pesquisa e conversa com alguns usuários, decidi que, se houve se oportunidade para eu fazer o IC, não iria abrir mão disso.

Como eu fazia as audiometrias em Florianópolis na época, e era acompanhada anualmente na Otovida há mais ou menos uns cinco anos atrás, uma fonoaudióloga de lá me perguntou se eu gostaria de fazer o implante. Fiquei super feliz e falei que sim, então ela me encaminhou para o Hospital Universitário, onde logo fui chamada e passei em vários testes, que indicaram que eu estava apta para fazer o implante.

 Em alguns meses, já foi marcada a cirurgia (no dia 22 de maio de 2012). Eu estava super ansiosa e com medo ao mesmo tempo, mas foi tudo tranquilo, a cirurgia foi sucesso. E aí começou a ansiedade para a ativação, que foi marcada para o dia 12 de junho de 2012. Esse dia foi a melhor coisa que me aconteceu. Como todo mundo pensa, não saí de lá já ouvindo tudo, mas sim alguns barulhos que antes eu não ouvia. Não sabia o que era, mas com o IC já conseguia identificar algumas coisas.

Foi apenas com muito esforço, fazendo fonoterapia semanalmente, treinando em casa com a ajuda de familiares, que veio a discriminação auditiva e o entendimento dos sons. E hoje, há quatro anos usando o IC, não vivo mais sem ele! IC é alegria por poder ouvir sua musica favorita, e poder também se desligar dos barulhos chatos que incomodam, rs.

Sou grata por esta tecnologia maravilhosa que está transformando muitas vidas. Me perguntam muitas vezes se é fácil, e eu digo que não é, pois você precisa de muito esforço, de não largar tudo na primeira dificuldade, mas saiba também, com certeza, que todo esse esforço não será em vão. Agradeço a todos que estiveram juntos comigo nesses anos, principalmente à ADAP, por me proporcionar esse espaço para eu poder contar um pouco da minha história.

Cindia Tomasi Panciera”.

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