ADAP e COMUDE visitam a Feira Reatech 2019

Através de excursão organizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Bauru (COMUDE) e pela Secretaria do Bem-Estar Social (SEBES), a assessora de imprensa da ADAP, Ana Raquel Périco Mangili, foi conferir, no dia 14 de junho (sexta-feira), as novidades e exposições da Feira Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, em São Paulo. A Reatech é organizada pela Cipa Fiera Milano e já está em sua décima sexta edição, atualmente tem periodicidade bienal e é considerada a maior feira do setor na América Latina.

Neste ano, a Reatech ocorreu do dia 13 a 16 de junho, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, com entrada gratuita aos visitantes e 300 expositores dos segmentos de agências de emprego voltadas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas, departamentos de recursos humanos, indústrias farmacêuticas, serviço de animais treinados, veículos adaptados para deficientes físicos (carros, ônibus, vans), equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal, próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.

A coordenadora geral do COMUDE, Ana Paula de Souza Calixto Bitar, esteve presente na ocasião e disse que o ambiente era plenamente acessível e organizado. “Comprei minha nova cadeira de rodas na feira, adorei as variedades de modelos. Os preços não eram tão baratos, mas a cadeira que comprei foi com um preço bom pela leveza e tecnologia do produto. O atendimento dos funcionários foi ótimo”, conta.

Jorge Galli, advogado e conselheiro do COMUDE, confirma as impressões de Ana Paula. “Todos os funcionários das empresas, além de educados, demonstraram entender bastante sobre o tema da pessoa com deficiência. Na minha opinião, a feira trouxe absolutamente tudo sobre as diversas modalidades de deficiência. E, especificamente para as pessoas com deficiência visual, a feira trouxe recursos muito avançados em tecnologia e que certamente vão auxiliar a inclusão deste grupo”.

Agora, do ponto de vista de uma pessoa com deficiência auditiva e oralizada, no caso eu, Ana Raquel, assessora de imprensa da ADAP, deixarei a seguir minhas impressões sobre o evento. Percebo que o foco da Reatech na área da deficiência auditiva é direcionado mais para os usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Tanto nesta edição da feira quanto na de 2017, que também visitei, não houve estandes de empresas de aparelhos auditivos (AASI) nem de Implantes Cocleares. Os estandes disponíveis eram de ONG's, escolas bilíngues e empresas que atendem os usuários da LIBRAS, e também que ofertam cursos desse idioma gestual para pessoas ouvintes.

Porém, houve também exposições de alguns produtos e serviços que podem ser utilizados tanto por usuários da LIBRAS quanto por surdos oralizados. A empresa Sinal Link Acessibilidade, por exemplo, lançou um kit para pessoas com deficiência auditiva, voltado para o atendimento do segmento hoteleiro. O Kit SL Basic contém recursos como relógio despertador com alarme vibratório, amplificador móvel do volume de chamada telefônica, sensor wireless luminoso e sonoro para sinalização da campainha e toque do telefone, e sensor luminoso para a sinalização de batida de porta.

A empresa Loja do Surdo também teve um estande onde anunciou produtos semelhantes, porém, mais voltados para o uso pessoal e residencial, como sinalizadores luminosos, telefones TDD/TTS, despertadores ou relógios portáteis vibratórios e luminosos e kit vibratório e luminoso para avisar do choro de bebês.

Já a Associação dos Amigos Metroviários dos Excepcionais (AME) apresentou um produto para facilitar a comunicação entre usuários da LIBRAS e ouvintes ou surdos oralizados. O ICOM é um aplicativo que faz tradução da LIBRAS para o português (e vice-versa) em tempo real por meio de um call center de intérpretes que funciona 24 horas por dia, atendendo as chamadas de vídeo ao vivo. A HelpVox, empresa comandada por pessoas com deficiência auditiva, também contou com um estande para a exibição do seu app de tradução simultânea LIBRAS/Português.

Enfim, a Feira Reatech também funcionou como um ponto de encontro para pessoas com os mais variados tipos de deficiências, promovendo trocas de informações e de contatos pessoais e profissionais.

 

Por Ana Raquel Périco Mangili.

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